terça-feira, 18 de novembro de 2014

Brain-to-brain interface demonstration



A telepatia sempre pareceu algo presente apenas em ficção científica, mas, para alguns cientistas, isso pode se tornar realidade. E se nossos cérebros realmente tiverem a capacidade de interagir diretamente uns com os outros, ignorando a necessidade de linguagem? De acordo com pesquisadores da Universidade de Washington, esta possibilidade não parece ser algo tão distante assim.
No começo deste ano, os pesquisadores já haviam identificado que seria possível enviar sinais do cérebro através da internet, com o objetivo de controlar os movimentos da mão de um segundo participante. Agora, em um estudo mais detalhado, os pesquisadores conseguiram transmitir, de maneira repetida, sinais do cérebro de uma pessoa através da internet, e estes sinais serviram para controlar os movimentos da mão de outra pessoa dentro de uma fracção de segundo.
O estudo foi realizado com seis pessoas, divididas em três pares, em que um era emissor e o outro receptor. Cada dupla estava separada a uma distância de menos de um quilômetro, em prédios no campus da Universidade de Washington. Eles não puderam interagir uns com os outros, com exceção da ligação entre os seus cérebros.
O teste foi o seguinte: um participante, o "remetente", ficou ligado a um eletroencefalograma que leu a sua atividade cerebral e enviou pulsos elétricos através da Internet para o "receptor", que teve um equipamento de estimulação magnética colocado próximo da parte do seu cérebro que controla os movimentos das mãos. Desta maneira, o remetente pode emitir um comando para mover a mão do receptor, apenas “pensando” no movimento.
O remetente, que estava jogando um videogame de computador em que ele teria que defender uma cidade, disparando canhões, pensa em disparar o canhão em vários intervalos durante todo o jogo. Ao pensar "Fogo!", sinais cerebrais, enviados através da internet, diretamente para o cérebro do receptor, fizeram com que a mão deste último disparasse o canhão.
A precisão entre os pares variou entre 25% e 83%. Os pesquisadores acreditam que, no futuro, este tipo de conhecimento poderá ter aplicações terapêuticas em pessoas com lesões cerebrais ou doenças. O estudo foi publicado na revista PLoS ONE.
Confira o vídeo com o experimento:

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

24 anos do Tijorola no Brasil


Hoje em dia você quer consultar rapidamente o email e pega o smartphone. Bateu o tédio? Tire o celular do bolso e abra a loja de apps — isso se ele não estiver já na sua mão, pois o WhatsApp e o Facebook não param de “apitar”. Ah, e você provavelmente está ouvindo música por ele, deixou vários vídeos do YouTube na fila para ver depois e, se quiser, até pode consultar o GPS para saber exatamente onde está.
Pode parecer estranho para muita gente, mas há alguns anos os celulares ainda nem se chamavam smartphones, muito menos acumulavam tantas funções assim. A prioridade era para as ligações ou mensagens e o mais moderno que havia era jogar "Snake", o popular "jogo da cobrinha".
Abaixo, listamos alguns aparelhos clássicos que você com certeza já teve ou viu nas mãos de alguém. Prepare-se para fazer uma viagem no tempo e se lembrar de (ou conhecer) uma época em que palavras como "iPhone", "Galaxy" e "Xperia" ainda não significavam nada.

Nokia 3310

Não tinha como começar com outro, não é mesmo? Talvez o modelo mais clássico da fabricante, esse celular lançado pela Nokia em 2000 ganhou uma espécie de sobrevida na memória dos fãs por conta das piadas — o gadget virou meme por ter uma bateria interminável e ser praticamente indestrutível. O carinho é tanto que ele até virou a brincadeira de 1° de abril da Microsoft em 2014. Ele teve várias variantes com nomes parecidos e apresentava o conteúdo em uma tela de 84x48 pixels. Ao todo, foram 126 milhões de unidades vendidas em todo o mundo.

Motorola RAZR V3

Você se lembra de quando celulares com flip eram a maior moda — e abrir ou fechar o aparelho com uma das mãos parecia a coisa mais estilosa do mundo? Estima-se que o Motorola RAZR V3, de 2004, seja o modelo mais vendido da fabricante, com mais de 130 milhões de unidades comercializadas. O aparelho era bastante fino para a época (13 mm de espessura) e tinha um design moderno.
Um pouco mais moderno que o anterior, ele tinha tela de 176x220 pixels, câmera VGA, Bluetooth e a possibilidade de sincronizar conteúdo com o PC. A memória disponível, entretanto, era de incríveis 7 MB. O sucesso do modelo foi tanto que a linha RAZR foi ressuscitada anos depois para o lançamento de uma série de smartphones.

Nokia 6110

A Nokia marcou época no início da vida dos celulares, mesmo que eles não fossem um primor em uso ou design. O 6110 parecia antiquado até mesmo em 1997, ano de seu lançamento: a antena era enorme e bastante visível e o visual parecia o de um telefone de casa sem fio. Acredita-se que ele foi o primeiro a contar com uma interface separada por ícones, sendo ainda o pioneiro da Nokia em sensor infravermelho e no jogo "Snake". A bateria durava dias, mesmo com apenas 900 mAh.

Sony Ericsson K750

Quando falamos hoje em especificações técnicas matadoras, logo imaginamos um processador incrível, memória RAM que não acaba mais e uma bateria de cair o queixo. Mas o celular "top de linha" Sony Ericsson K750 impressionou o público em 2005 por ter uma câmera digital traseira de 2 MP. Ele pesava somente 99 g e suportava cartões de memória de até 2 GB, sendo o reprodutor de mídia de muita gente que não havia se rendido ao iPod.

Motorola StarTAC

O primeiro celular com flip completo do mundo foi o Motorola StarTAC, em 1996. Ele mescla um visual ainda "tijolão" com a modernidade do visual "concha", sendo um dos primeiros grandes sucessos da história dos celulares. Ele também introduziu o vibracall como alternativa aos ringtones. Na época, quem quisesse aproveitar essa maravilha tecnológica precisava desembolsar US$ 1 mil.

Nokia 1110

Junto com o 3310, o celular Nokia 1110 também está no coração do público. Lançado em 2005, o aparelho foi um dos últimos com tela em preto e branco, mas já possuía modernidades como toques polifônicos, alarme e antena 2G.
Com preço baixo e facilidade de uso, ele foi um dos aparelhos mais populares de países em desenvolvimento — exatamente o caso do Brasil. A autonomia do aparelho em standby? Até 380 horas de uso sem precisar de recarga. Ele ganhou uma versão atualizada, a 1110i, no ano seguinte. Ao todo, foram 150 milhões de unidades vendidas em todo o mundo.

Motorola PT-550

Esse "vovô" pode não estar na memória de muita gente, mas marcou época. Isso porque o Motorola PT-550 foi o primeiro celular vendido no Brasil — e o primeiro a receber o carinhoso apelido de "tijolão". Ele chegou ao país em 1990 tendo a portabilidade (na medida no possível, claro) como principal recurso, além do identificador de chamada, que era uma linha de números na cor verde.
Os botões eram muito similares aos de qualquer aparelho fixo e ele até possuía um flip, mas que só escondia o teclado. Segundo o Rank Brasil, ele saiu primeiro só no Rio de Janeiro e custava entre 500 e 750 cruzados, mais 350 ou 400 cruzados para a linha telefônica.

Siemens A50/A55

Talvez o modelo mais clássico da Siemens (ao menos em terras brasileiras), o A50 e suas variáveis destacavam-se na multidão por conta da tela monocromática, porém com um tom alaranjado inconfundível. Ele foi o primeiro modelo de muita gente e vinha em várias cores, mas as variantes azul e branca foram as de maior sucesso. A agenda suportava até 50 contatos — provavelmente bem menos do que a quantidade atual dos seus amigos com WhatsApp.

Motorola C139

Dois anos antes do lançamento do primeiro iPhone, o Motorola C139 era um dos modelos que reinava no mercado. A tela era muito pequena, com 1,25", e ele tinha certos defeitos. Um deles estava na hora de ativar a luz do aparelho: para fazer isso, era preciso pressionar uma tecla – e ela também era executada, além de iluminar o aparelho. Isso resultava em ligações recusadas sem querer e outros problemas.
Ainda assim, ele servia perfeitamente (e serviu durante muito tempo) para quem estava atrás apenas de um aparelho para efetuar e receber chamadas. Além de "Snake", ele contava com os jogos "Box World" e "5 Stones".
...
É muita história a ser contada nessa linha do tempo de celulares. Por isso, não foi possível listar absolutamente todos os aparelhos que marcaram época e continuam em nossas memórias. E aí, qual o gadget do passado que não sai da sua cabeça?



Mais de 500 milhões de quilómetros da terra. Com um peso de 100 quilos
A sonda Rosetta entrou na órbita do cometa a 6 de agosto, depois de ter inicado a viagem a 2 de março de 2004, num projeto que recebeu luz verde em 1993. O derradeiro pouso deu-se neste 12 de novembro às 16h02. "É um grande passo para a civilização humana", palavras de Jean Jacques Dordain, diretor-geral da Agência Espacial Europeia. Além da recolha de amostras de partículas, o objetivo é acompanhar a sua rota em direção ao sol e perceber como se comporta. A missão Rosetta termina a 31 de dezembro de 2015.Os cientistas acreditam que os cometas são uma espécie de cápsula, que remonta à formação do sistema do solar, e as moléculas orgânicas na sua composição possam fornecer pistas sobre o enigma das origens da Terra e do sistema solar.


Ler mais: http://expresso.sapo.pt/philae-pode-estar-mal-ancorado-na-superficie-do-cometa=f897890#ixzz3IugfuL8G
 



sábado, 8 de novembro de 2014

Documentário Saravah - Pierre Barouh, 1969 - Completo





Publicado em 03/07/2012
Foi no mês de fevereiro de 1969 que o diretor de cinema francês Pierre Barouh desembarcou no Rio de Janeiro disposto a registrar em película momentos de uma música que, embora conhecesse pouco, o fascinava intensamente. O olhar do estrangeiro, de coração aberto para a música brasileira, capturou imagens que durante 36 anos permaneceram desconhecidas no país. Aqueles momentos registrados viraram o documetário Saravah, resultado das sessões de filmagem de Barouh com os ancestrais Pixinguinha e João da Baiana, então octagenários, os jovens Maria Bethânia (aos 21 anos) e Paulinho da Viola, tendo Baden Powell como elo de ligação entre gerações tão distantes e fundamentais da arte brasileira. Interessado nas intervenções culturais e religiosas da presença da África no Brasil, Barouh entrevista João da Baiana que, acompanhado por Baden ao violão, sapateia e toca prato e faca, enquanto entoa "Okekerê", de sua autoria, e "Yaô", de Pixinguinha. Um momento em que a história atemporal do Brasil é materializada em imagens pelas lentes de Barouh.

Músicas deste filme
- Samba da Benção (Saravah)
- Canto de Iemanjá
- Que quere que que / Yaô
- Sermão
- Coração Vulgar
- Rosa Maria
- Tudo é Ilusão / Minhas Madrugadas / Pecadora / Coisas do Mundo Minha Nega
- Pranto de Poeta
- Baby
- Tropicália
- Frevo no. 1 do Recife
- Pra Dizer Adeus
- Lamento
- Formosa
- Tempo de Amor
- Samba da Benção (Saravah)

BARRAVENTO (Glauber Rocha) completo





Publicado em 21/01/2014
Numa aldeia de pescadores de xeréu, cujos antepassados vieram da África como escravos, permanecem antigos cultos místicos ligados ao candomblé. Firmino (Antônio Pitanga) é um antigo morador, que foi para Salvador na tentativa de escapar da pobreza. Ao retornar ele sente atração por Cota (Luíza Maranhão), ao mesmo tempo em que não consegue esquecer sua antiga paixão, Naína (Lucy Carvalho), que, por sua vez, gosta de Aruã (Aldo Teixeira). Firmino encomenda um despacho contra Aruã, que não é atingido. O alvo termina sendo a própria aldeia, que passa a ser impedida de pescar

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

sonhos roubados





Publicado em 11/06/2013
Sonhos Roubados é um filme brasileiro que conta com a estreia do rapper MV Bill como ator, dirigido por Sandra Werneck e que retrata a vida nas favelas brasileiras sob o ponto de vista feminino. Baseado no livro "As meninas da esquina - diários dos sonhos, dores e aventuras de seis adolescentes do Brasil", da jornalista Eliane Trindade